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13 de novembro de 2012

Feminismo, o que é?!


Se você é mulher e nunca ouviu essa palavra antes é melhor desligar o botão da preguiça e sair pesquisando. O feminismo foi o maior evento de luta por igualdade entre homens e mulheres, feita pelas mulheres. Fiz esse post para as meninas entenderem melhor o que é e o que foi o feminismo, que para mim é super importante até os dias de hoje. Antes da preguiça começar a sair lembre-se que: sem esse movimento você não poderia votar, trabalhar, não poderia dizer não ao seu marido (ou até mesmo namorado) quando ele quisesse sexo, não teria o direito de se proteger contra gravidez indesejada e DST entre muitas outras coisas, que hoje são nosso direitos, mas que em outras épocas era só um sonho.




Feminismo deve ser entendido como um conjunto de teorias que, segundo as feministas e intelectuais, dividiram a história do movimento em três momentos: o primeiro refere-se fundamentalmente à conquista do sufrágio feminino, movimentos do século XIX e início do XX preocupados principalmente com o direito da mulher ao voto. O segundo grande movimento diz respeito às ideias e ações associadas com os movimentos de liberação feminina iniciados na segunda metade da década de 1960, que lutaram pela igualdade jurídica e social das mulheres. O terceiro grande momento, tendo iniciado na década de 1990, pode ser considerado uma continuação e uma reação às falhas do segundo movimento.



A primeira grande fase do movimento feminista se refere à intensa atividade das mulheres ocorrida durante o século XIX e fim do século XX, na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Esse movimento tinha como foco basicamente a promoção dos direitos jurídicos, como a questão de direitos contratuais e de propriedade, oposição aos casamentos arranjados e à propriedade de mulheres e filhos pelos seus maridos. Todavia, no final do século XIX, o objetivo do movimento focou, principalmente, a conquista do poder político, especialmente o direito ao voto.

O segundo grande momento do feminismo teve como objetivo a liberação da mulher e se refere a um período de intensa atividade feminista que teve início na segunda metade da década de 1960 e durou até o final dos anos 1980. As feministas dessa segunda onda viam as desigualdades culturais e políticas das mulheres como questões intimamente ligadas. Utilizando do surgimento e da eficácia da comunicação de massa, as feministas encorajavam as mulheres a refletirem sobre diversos aspectos de suas vidas pessoais como estando profundamente relacionadas ao poder – estrutura de poder sexista.

Nesse período que surgiram nos Estados Unidos expressões como “Liberação das mulheres”. Protestos feministas, como a famosa queima de sutiãs, ficaram associados a essa fase do feminismo. Contudo, uma das críticas mais contundentes a essa fase do movimento argumenta que as feministas teriam passado por cima da questão da divisão de classes e com isso não conseguiram atingir os reais pontos que dividiam as mulheres.

Por fim, o terceiro grande movimento feminista começou na década de 1990, em resposta às supostas falhas do movimento anterior. Esse momento do movimento objetivava evitar definições essencialistas da mulher, tipicamente da segunda fase, que se baseava essencialmente nas experiências das mulheres brancas de classe média-alta norte-americanas e britânicas.


(''Eu desejo que eu tinha um pênis''
''Porque então eu te foderia''
''Em seguida, roubaria  seu emprego'')


Esta terceira fase do movimento desafiou os paradigmas do momento anterior do feminismo, colocando em discussão a micropolítica e a discussão sobre o que é melhor para as mulheres. Dentre as questões mais importantes defendidas pelas mulheres dessa fase estão as discussões relativas à questão cultural, social e política da cor, principalmente a participação da mulher negra na sociedade, assim como o debate do feminismo da diferença, cuja discussão se centrou nas diferenças entre os sexos, enquanto que outras vertentes consideram não haver diferenças entre homens e mulheres, cujos papeis estariam socialmente condicionados.

O feminismo alterou principalmente as perspectivas predominantes em diversas áreas da sociedade ocidental, que vão da cultura ao direito. As ativistas femininas fizeram campanhas pelos direitos legais das mulheres (direitos de contrato, direitos de propriedade, direitos ao voto), pelo direito da mulher à sua autonomia e à integridade de seu corpo, pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos (incluindo o acesso à contracepção e a cuidados pré-natais de qualidade), pela proteção de mulheres e garotas contra a violência doméstica, o assédio sexual e o estupro, pelos direitos trabalhistas, incluindo a licença-maternidade e salários iguais, e todas as outras formas de discriminação.



No Brasil, o percentual de mulheres chefes de família cresceu 79% em dez anos, passando de 10 milhões em 1996 para 18 milhões em 2006

Apesar dos avanços feitos pelas mulheres no que respeita à igualdade no mundo ocidental, há um longo caminho a percorrer para se chegar à igualdade, de acordo com as seguintes estatísticas:
* As mulheres detêm apenas 1% da riqueza mundial, e ganham 10% das receitas mundiais, apesar de constituírem 49% da população.[carece de fontes]
* Se considera a criação dos filhos e o trabalho doméstico, as mulheres trabalham mais do que os homens, quer no mundo industrializado, quer no mundo subdesenvolvido (20% a mais no mundo industrializado, 30% no resto do mundo).[carece de fontes]
* As mulheres estão sub-representadas em todos os corpos legislativos mundiais. Em 1985 a Finlândia detinha a maior percentagem de mulheres na legislatura nacional, com aproximadamente 32% (cf. NORRIS, P.. Women's Legislative Participation in Western Europe, West European Politics). Atualmente, a Suécia tem o maior número, com 42%. A média mundial é apenas 9%.[carece de fontes]
* Em média, mundialmente, as mulheres ganham 30% menos do que os homens, mesmo quando têm o mesmo emprego.[carece de fontes]



Minha opinião sobre o assunto.

Sou uma feminista assumida, e com muito orgulho. Para mim o feminismo foi um grande, imenso passo para as mulheres obterem seus direitos, mas como dizem os dados acima ainda é pouco. Violência contra mulher, países que ainda matam suas mulheres como punição para traição, jovem sendo baleada por lutar pelo seu direito de estudar, tudo isso nos mostra que ainda há muito a ser feito. Nós mulheres somos seres magníficos, perfeitos e divinos, e devemos ser tratadas como tal. Feminista assumida eu digo que temos que lutar pelos nossos direitos todos os dias. Não queremos ser homens, queremos ser tratadas com o mesmo respeito, consideração e capacidade de exercer o mesmo papel no mercado de trabalho. Somos capazes de tudo e ainda continuarmos lindas, femininas e sermos ótimas mães.

Fiz esse post para as meninas, por que essa consciência de que somos mulheres capazes deve começar desde cedo. As mães ensinando suas filhas não a serem boas donas de casa, cuidar da família é importante, mas mais importante que isso é preparar sua filha para ser independente.  Já conheci muitos casos de mulheres que ainda estão casadas com certos homens por causa de dinheiro. Não sabem fazer nada e ficam achando que com ele está melhor. Não é assim que funciona! Você está presa e precisa se libertar. Eu sei que não é fácil, mas com o nosso jeitinho a gente consegue sim! Ainda tem muito a que ser feito, mas eu acredito que nós mulheres, NÓS CONSEGUIMOS!





Fontes: Wikipedia
http://www.brasilescola.com/sociologia/feminismo-que-e.htm
 renata massa